Livro Contos - Machado de Assis ISBN 9788575207727
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Livro Contos - Machado de Assis


Texto integral e Complemento de Leitura


Contos:
- A igreja do diabo
- A carteira
- O empréstimo
- A desejada das gentes
- Uns braços
- Suje-se gordo
- Ideias do canário
- Pai contra mãe
- Missa do galo
- Conto de escola



A igreja do diabo.
O diabo decide fundar sua própria religião onde as pessoas seriam livres para praticar impiedades. Todavia a tendência humana de contradizer-se levam seus adeptos a praticarem o bem.



A carteira.
Originalmente publicado em A Estação, no ano de 1884, e posteriormente compilado no segundo volume de Contos fluminenses. Narra a história de Honório, que acha uma carteira na rua. Ao abrir a carteira percebe que, além de alta quantia, bem mais do que o que ele devia, há cartas, cartões de visita e bilhetes, os quais ele não abre.

Honório passava por situação financeira difícil, mas vive um dilema: ficar com o dinheiro ou restituir a carteira ao dono tal qual a encontrou. A indecisão de Honório acaba quando ele descobre que a carteira pertence ao seu amigo Gustavo. E ao chegar a casa, lá está Gustavo, que conversa com D. Amélia, esposa de Honório.

Gustavo recebe a carteira meio desconfiado, e Honório se ressente porque pensa que a atitude do amigo é de desconfiança com relação ao dinheiro. Na verdade, Gustavo temia que o amigo tivesse lido os bilhetes, que eram bilhetes de amor destinados a D. Amélia, com a qual tem um caso.



O empréstimo.
Conto onde o autor retrata dois personagens com visões diferentes sobre o dinheiro. Neste conto, o autor apresenta o tabelião Vaz Nunes, em um final de expediente, recebendo a visita de Custódio, que veio lhe pedir dinheiro. O primeiro tem a capacidade de desvendar o interesse que se esconde atrás da aparência, o segundo tem “a vocação da riqueza, sem a vocação do trabalho”.

Nessa hora em que se confrontam, revela-se a natureza de cada um deles. Machado mergulha
com precisão detalhista no gesto de olhar por cima dos óculos, no movimento dos braços, no modo de pegar a carteira, na maneira de caminhar de cabeça erguida. São detalhes do cotidiano.

Essa ação narrativa e o tempo que passa não trazem, contudo, transformação. A melancolia
que perpassa essa anedota humorística deixa um travo amargo, posto que de fel irônico, no riso do leitor. A passagem do tempo não implica transformações; são personagens alegorizados e congelados, incapazes da mudança. É como se o destino estivesse consumado em vida.

O leitor acompanha o confronto de disfarces entre os dois cavalheiros. A cada lance desse jogo, cada um dos contendores aparenta estar jogando a sua última cartada, ao mesmo tempo que cada uma das partes disfarça os trunfos de que ainda dispõe: a elasticidade da ambição, de um lado, e a capacidade de concessão, do outro. Encerrada a contenda, ambos parecem sair satisfeitos com o próprio desempenho cujo ganho é mínimo para um e a perda, insignificante para o outro.



A desejada das gentes.
Conto em que o protagonista rememora a um interlocutor a história de Otília, cobiçada dama da sociedade que costumava desenganar todos que tentavam estabelecer uma relação com ela. O narrador lembra que chegou a fazer uma aposta com seu grande amigo, sócio de uma banca de advocacia, para ver quem angariaria o coração da mulher.

A primeira conseqüência é o final da amizade tão forte e o auto-exílio do companheiro em um grotão do país, onde acabara morrendo cedo. A outra conseqüência é o narrador perder o controle de seus sentimentos. No entanto, apesar da maneira diferente com que o tratava, destacando-o dos demais pretendentes, deseja deste apenas amizade. Houve um momento em que o quadro parecia ter mudado.

Primeiro, o narrador havia ficado abatido com a morte de seu pai. Otília conforta-o, o que os aproxima. Pouco depois, era o tio dela, praticamente um tutor, quem falece. Com a equivalência garantida pela dor, o apaixonado imagina ter caminho aberto para o casamento. Mas seu pedido é recusado.

Some por alguns dias, um pouco por despeito, um pouco porque mergulhado em compromissos
burocráticos referentes à morte do seu parente. Quando volta, encontra uma carta de Otília, instando que a amizade se reatasse.

Promete, em troca, não se casar com ninguém. E tudo fica nesse pé, até que a dama adoece, definhando aos poucos. Dois dias antes de morrer, casa-se com o narrador. O único abraço que se dão foi durante o último suspiro dela, como se quisesse não o aspecto corporal da união, mas algo próximo do espiritual.



Uns Braços.
Uns braços é a história de Inácio, rapaz de 15 anos de idade que vai trabalhar como ajudante de Borges, um solicitador, hospedando-se na casa dele. Borges é casado com D. Severina. Inácio acaba se encantando com os braços dessa senhora.

Para Inácio as poucas vezes que via D. Severina com os braços nus era como se fosse um relaxamento pelo dia estressante que tinha no escritório de Borges. Certo dia D. Severina desconfia do interesse do rapaz por ela. Mesmo assim, fica com aquele pensamento e várias sensações lhe ocorrem.

Por isso oscila entre tratar mal o rapaz e mostrar preocupação com o seu bem-estar. Num certo domingo, dia de descanso para Inácio, D. Severina vai até o quarto dele e o encontra dormindo na rede.

Fica algum tempo o admirando, mesmo sem entender porque está fazendo aquilo, sentindo aquilo, e inesperadamente dá-lhe um leve beijo na boca. Nesse momento, Inácio estava num sono pesado, sonhando com ela, sem saber que era beijado realmente.

Até que D. Severina ouve um barulho num dos cômodos e temendo ser alguém que pudesse vê-la no quarto do rapaz, sai apressadamente. Pouco tempo depois, Borges manda o garoto de volta a seu pai, e na despedida não vê D. Severina, levando consigo apenas as sensações vividas.



Suje-se gordo.
Suje-se gordo conta a história de um homem que fez parte de um júri em um julgamento de uma pessoa, em que as alegações da defesa e da outra parte eram convincentes mas o réu parecia culpado e esse jurado dizia: "suje-se, gordo", querendo dizer a grande besteira que que o réu havia feito com sua vida, o mesmo foi declarado culpado pelo júri O tempo passou e agora, muito tempo depois desse fato, os dois se encontram sendo que o jurado passaria a ser réu e o ouvinte jurado.

Ele havia desviado dinheiro do caixa do banco onde trabalhava e agora estava sendo julgado por isto. O homem vai, à medida que o juiz vai lendo o resumo da história do réu, relembrando a voz, os gestos e chega à conclusão que realmente é aquele cidadão do outro julgamento do tal suje-se, gordo, o que lhe faz lembrar-se da frase de Jesus: “Não julgueis para que não sejais julgados...” e, agora olhando para o réu, novamente ouvindo os argumentos da defesa e da promotoria, cada um ao seu modo querendo convencer a todos ou da inocência ou da culpa do cidadão, chega à conclusão que ele era culpado.

As provas são convincentes, ele não tem jeito de não ser condenado e então, na hora, vota a favor da condenação do homem, no que é vencido pelos demais que votam contra a condenação. O homem sai dali liberto de suas acusações, aliviado.



Ideias do canário.
Um professor dedicado a estudar pássaros se espanta quando um canário de repente lhe dirige a palavra. Estaria louco ou teria estudado tanto os bichos empenados que começava a compreendê-los?

O conto de Machado de Assis põe questões existenciais no bico do pássaro. Na história, homem e canário − que viveu a vida inteira numa gaiola −, discutem as muitas visões de mundo possíveis. Afinal, tudo depende de como se vê o mundo à sua volta.



Pai contra mãe.
"Pai Contra Mãe" é um conto escrito por Machado de Assis e publicado no livro Relíquias da Casa Velha (1906). Escrito cerca de dez anos e oito meses após o fim da escravidão no Brasil, é o único conto do livro que trata explicitamente do tema.

Aborda os ofícios e aparelhos da escravidão narrando a história de um capturador de escravos que fazia isso para sobreviver, pois não se adaptava em qualquer outra função e passava por dificuldades financeiras.



Missa do galo.
Missa do Galo é um conto do escritor brasileiro Machado de Assis, publicado no livro Páginas Recolhidas em 1899. É narrado em primeira pessoa pelo jovem Nogueira, um rapaz de 17 anos que veio ao Rio de Janeiro para estudar.

Hospeda-se na casa do escrivão Meneses, às vezes chamado de Chiquinho, viúvo de uma prima sua, que agora é casado com Conceição, uma mulher de temperamento moderado, sem extremos, nem grandes lágrimas, nem grandes risos.

Meneses mantém um relacionamento extraconjugal e, uma vez por semana, sob o pretexto de ir ao teatro, vai se encontrar com a amante. Conceição tem conhecimento deste relacionamento e se mostra submissa. O conto se desenvolve na véspera do Natal, numa dessas noites em que o escrivão sai de casa e Nogueira fica na sala de estar aguardando um vizinho para ir à Missa do Galo.

Enquanto espera e os outros dormem, Conceição vai ao seu encontro na sala da casa, onde conversam assuntos variados e não vêem o tempo passar. Até que o companheiro bate à porta chamando-o para a Missa do Galo. O que torna o conto bem característico do estilo machadiano é o diálogo entre Nogueira e Conceição de forte teor sensual, ainda que escrito com a sutileza própria do autor.

No dia seguinte, Conceição age como se nada tivesse acontecido, sem que sequer se lembrasse da conversa que teve com Nogueira na noite anterior.

No Ano Novo, Nogueira volta à sua cidade e não mais encontra Conceição. Quando retorna ao Rio de Janeiro, Nogueira descobre que Meneses falecera e fica sabendo que Conceição se casou com o juramentado do marido.



Conto de escola.
Conto de Escola, de Machado de Assis, narra o primeiro contato de um menino, Pilar, com a corrupção e a delação. O conto segue a tradição do estilo com que Machado de Assis se apresenta como memorialista.

O conto apresenta uma linguagem simples, frases curtas, mas de grande impacto, apresenta antíteses (idéias diferentes), paradoxos (idéias contrárias em equilíbrio) que fazem com que o conto pulse. Mostrando bem como Machado de Assis procurava entender a alma humana e como as relações humanas interferem na essência e na aparência.

O personagem tem sua lição de vida, através da corrupção e da delação, recebendo seu castigo e levando-o a reflexão e ao arrependimento, mas deixando bem claro que “cada um tem seu preço”, que o ser humano sempre acaba se vendendo.




Autor: Machado de Assis
Editora: Ciranda Cultural
ISBN: 9788575207727
Número edição: 1ª
Páginas: 73
Acabamento: Brochura
Tamanho (cm): 13,5x19

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